Kit com 17 filmes sobre o negro no Brasil em comemoração ao dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. O Movimento negro organizado denominou a semana do dia 20 de novembro como Semana da Consciência Negra.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em1695.

O Dia da Consciência Negra é uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão assim como a luta travada nos dias de hoje contra o racismo velado da sociedade brasileira.

Neste período entidades do movimento negro e movimentos populares, escolas, faculdades organizam palestras e eventos educativos, visando levantar o debate a respeito da situação do negro no Brasil.

Temas como inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. ganham evidência nesta semana.

A Semana da Consciência é celebrado desde a década de 1960, até então o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, data da Abolição da Escravatura.

Neste intuito, organizei um Kit com vários filmes, documentários, entrevistas e filmes-documentários que tratam de questões culturais, políticas e educacionais sobre o negro no Brasil, além de filmes sobre a história do racismo no mundo.

São filmes super úteis para suscitar o debate, para preparar aulas sobre o tema, além de serem úteis no processo de formação do professor.

O Kit é composto de 17 filmes e estou vendendo pelo valor de 40 reais. Caso o professor queira apenas um filme o valor é de 5 reais.

Os interessados podem solicita-los diretamente comigo na subsede no telefone 4701-5864 ou pelos e-mails afonsocwi@hotmail.com ou joseafonsosilva@terra.com.br.

Abaixo lista dos filmes que compõe o Kit:

DE VOLTA PRA CASA

Duração: 28 minutos

Direção: Adriana Santos e Jorge Moreno

Lançamento: 31 de outubro de 2008.

Sinopse: o vídeo apresenta algumas manifestações culturais de origem africana, como a Festa do Rosário, a capoeira, a umbanda e o candomblé, a partir do olhar de um jovem negro. O vídeo enfoca ainda questões como auto-estima, cidadania e mídia e destaca a atuação do grupo Negros Unificados Conscientes, surgido numa das mais violentas regiões da capital mineira e que recria a história brasileira por meio de rimas.

MÃOS E CÉREBROS NEGROS

Duração: 28 minutos

Direção: Daniel Caetano

Lançamento: 31 de outubro de 2008.

Sinopse: o vídeo discute a importância socioeconômica do trabalho dos negros, durante o século XIX, nos engenhos de açúcar e na construção de edificações públicas e eclesiásticas.

A exceção e a regra de Joel Zito Araújo

Documentário de média-metragem, 1997, 30 minutos de duração.

O filme investiga como as vítimas de racismo no mercado de trabalho que procuram pela Justiça Brasileira são acolhidos, e que desencadeamento e desfecho tem as suas denúncias.

O trabalho destaca a persistência e dignidade de um homem, Vicente do Espírito Santo, que conseguiu furar o cerco e chegar vitoriosamente ao Tribunal Superior do Trabalho e ao horário nobre da Rede Globo.

Retrato em Branco e Preto

Um homem negro e de classe média escreve uma carta a um amigo estrangeiro na tentativa de explicar-lhe a real situação dos afrodescendentes no Brasil. Este é o pano de fundo do documentário Retrato em Preto e Branco, filme que revela um Brasil preconceituoso e desigual. Estas pessoas, que representam mais da metade da população brasileira, vivem à margem das oportunidades de trabalho, educação, saúde e moradia, convivendo com o abandono das crianças e a violência policial. O filme mostra que no Brasil há uma sociedade etnocêntrica, desigual e racista. Retrato em Branco e Preto se apóia em pesquisas sócio-econômicas e revela que a reprodução do preconceito se dá a partir da escola e pela mídia, que insiste em ser espelho em um povo brasileiro que não existe, com suas Xuxas, Angélicas e outros

rostinhos alvos.

Indicações de Uso

Retrato em Branco e Preto é um ótimo estimulador de debates sobre a questão racial, história e direitos humanos. Um filme de linguagem acessível que pode ser usado para alunos do ensino fundamental e médio, mas que também faz diferença em debates acadêmicos. Particularmente indicado para grupos que discutem questões de raça.

Ficha Técnica: Realização: CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e

Vista a minha pele

vídeo ficcional-educativo

Duração: 15 minutos
Roteiro: Joel Zito Araújo & Dandara
Sinopse: "VISTA A MINHA PELE" é uma divertida paródia da realidade brasileira, para servir de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula. Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados.

Maria, é uma menina branca pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudos que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com

exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade. Maria quer ser "Miss Festa Junina" da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a predominância da supremacia racial negra (a mídia só apresenta modelos negros como sinônimo de beleza), a resistência de seus pais, a aversão dos colegas e a dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos.

Isso, aquilo e aquilo outro

Civilizações Perdidas

África, Uma História Rejeitada

Cultura Negra

Resistência e identidade

“Este vídeo vem contribuir com o proposto na Lei n° 10639/03, que torna obrigatório a inclusão, no currículo das escolas de ensino fundamental e médio (públicas e privadas), o estudo da história da África e Cultura Afro-brasileira. Pretendemos resgatar a contribuição da população afrodescendente nas áreas socioeconômicas, política cultural no cenário brasileiro”

Orí

Iniciado em São Paulo, Ôrí documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central de um contínuo histórico, e apresentando como fio condutor a história pessoal de Beatriz Nascimento, historiadora e militante, falecida trágica e prematuramente no Rio de Janeiro, em 1995. O filme também mostra a comunidade negra em sua relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade, através da concepção do projeto de Beatriz, do “quilombo” como correção da nacionalidade brasileira.

Concebido em época de grande impacto sócio político e cultural no Brasil, Ôrí busca a consciência do homem em relação à História e à reconstrução da identidade, pela unificação da consciência: todas as filosofias, um só pensamento. O documentário recupera junto aos movimentos negros a imagem do “herói civilizador” Zumbi de Palmares em busca de uma identificação positiva para o homem negro moderno e livre.

A palavra Ôrí, significa cabeça, consciência negra, e é um termo de origem Yoruba (ref. à África Ocidental).

Abdias Nascimento – Memória Negra

O filme é conduzido a partir de uma entrevista gravada com o próprio cinebiografado, do alto dos seus 94 anos (nasceu em Franca (SP), em 14 de março de 1914). Abdias Nascimento – Memória Negra usa as próprias palavras do entrevistado para definir a sua trajetória. Ao discurso dele se somam imagens de arquivo e referências que vão pontuando este perfil. Exilado pela ditadura militar, ficou fora do País entre 1968 e 1978. Quando regressou, passou a ter uma atuação direta na política. Foi deputado federal e senador da República. Há dois anos, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília.

Abandone-nos

COSTA DO MARFIM, 2001, 26 min.
Dir. Marc Garanger
Entrevista com Georges NIANGORAN BOUAH, antropólogo, diretor do CRDNA, Centre de Recherche en Drummologie et Numismatique Africaine em Abidjan, Costa do Marfim. Ele estudou na França e logo voltou para seu país na trilha de seus ancestrais e chefes tradicionais. Ele solta aqui um grito de revolta contra o colonialismo, todavia, presente na África.

Racismo A History

Devido ao momento em que certos setores da sociedade paulista vem demonstrando abertamente um preconceito descabido e até mesmo a xenofobia e o separatismo regional, nós do docverdade decidimos publicar esse excelente documentário da BBC Four, que na verdade é o segundo de uma série de três episódios, que mostram como o racismo influencia a vida das pessoas.

Impactos Fatais: Racismo, Imperialismo e Extermínio.
O Holocausto é tratado como uma exceção da humanidade, mas não deveria ser tratado como tal, infelizmente a História nos mostra que sempre esteve presente em vários momentos da civilização moderna, a ideia de uma raça branca superior as demais, a eugenia e o darwinismo social. Civilizações americanas, africanas, asiáticas e da oceania passaram pelos mais desumanos episódios que resultaram na morte de milhões de pessoas e dizimação de seus povos.

Chico Rei

Em meados do século XVIII, Galanga, rei do Congo, é aprisionado e vendido como escravo. Trazido da África num navio negreiro, recebe o cognome Chico Rei e vai trabalhar nas minas de ouro de um desafeto do governador de Vila Rica. Escondendo pepitas no corpo e no cabelo, Galanga habilita-se a comprar sua alforria e, após da desgraça de seu ex-senhor, adquire a mina Encardideira, tornando-se o primeiro negro proprietário. Ele associa-se a uma irmandade para ajudar outros negros a comprarem sua liberdade. De 1985.

Duração: 115 min

Atlântico Negro – na rota dos orixás

Na rota dos orixás apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira. No documentário de 1998, Renato Barbieri mostra a origem das raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas.

Um dos momentos mais impressionantes deste documentário é o encontro de descendentes de escravos baianos que moram em Benin, um país africano desconhecido para a maioria do brasileiros, mantendo tradições do século passado.

Duração: 54 min

Abolição

Documentário de Zózimo Bulbul de 1988 que aborda a condição do negro no Brasil, 100 anos após a proclamação da Lei Áurea, enfocando temas como o padrão de vida dos negros, sua luta e sua realidade. Rodado em cores, apresenta também fotos históricas em preto-e-branco – as imagens descrevem as muitas situações enfrentadas pelos escravos negros, traçando um paralelo de seus descendentes nos dias atuais. O filme traz depoimentos de personalidades negras de todo o país.

Duração: 150 min

Zumbi somos nós

Documentário feito pelo coletivo Frente 3 de Fevereiro, grupo que aborda o racismo na sociedade através de intervenções artísticas, e cria um diálogo afinado entre imagem e som, norteado por narradores-personagens-mc’s.

Duração: 51 min

O fio da memória

Realizado de 1988 a 1991, no estado do Rio de Janeiro, esse documentário de Eduardo Coutinho procura condensar, em personagens e situações do presente, a experiência negra no Brasil, a partir de dois eixos – as criações do imaginário, sobretudo na religião e na música, e a realidade do racismo, responsável pela perda de identidade étnica e pela marginalização de boa parte dos cerca de 60 milhões de brasileiros de origem africana.

Duração: 115 min

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